quinta-feira, 13 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
O vencido vencedor.
Um
dia o coração perguntou à mente:
-
Porquê tem que ser sempre como você quer e nunca minha opinião conta, para
nossas decisões?
A
mente habituada a argumentar com o coração de forma a que a sua vontade fosse
sempre a que vencia, respondeu:
-
Não é sempre a minha opinião, você acaba sempre por concordar comigo, quando eu
mostro minha opinião, certo?! Então é nossa opinião que acaba por ser a escolhida,
pois a partir do momento em que você concorda, ela também passa a ser sua.
Ai,
vendo a argumentação da mente, o coração, recolocou a pergunta:
-
Então porquê nunca você concorda com minhas opiniões?
- Eu
tento compreende-las e aceita-las, ai contraponho para que você me elucide, mas
no meio desse questionamento, você desiste de suas opiniões, não sou eu que
discordo, no final, é você que desiste delas. – Disse a mente.
A conflitualidade
entre a mente e o coração está presente no nosso dia-a-dia e em tudo e todos os
actos que envolvem seres Humanos, tanto em relações de trabalho, como nas
relações pessoais. A aparente vitoria que a mente leva a cabo sobre o coração,
é na verdade o maior acto de nobreza e entrega que um ser pode alcançar – o despojo
total e incondicional do egocentrismo em prol do outro, neste caso, por parte
do coração.
Enquanto
existir na emoção a nobreza do desprendimento pelo acto do amor, a razão
representará sempre a alternativa da decisão.
Mas, entenda-se que bem lá no fundo, mesmo sendo a decisão da razão, ela
estará sempre condicionada ao querer da emoção.
A
verdadeira proeza está em saber constantemente ceder o suficiente e necessário
para que nunca exista de facto o cenário de conflitualidade aberta, mesmo que
aparentemente o vencedor seja o vencido.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Num olhar de criança.
Um
dia como tantos outros para todos. Um dia como tantos outros. Mas esse mesmo
dia que para quase todos são mais um dia, para alguns, para aqueles que por
vários motivos a vida lhes prega partidas de mau gosto, para esses, esse não é
mais um dia, para estes por vezes esse é o ultimo dia.
Cada
um de nós, analisa o acto de desespero que gera o suicídio como um acto de
profunda cobardia, outros vêm nele um acto de coragem, mas quem se depara um
dia com a possibilidade de o cometer, nunca o verá nem de uma forma, nem da
outra, pois este não pretende entender o acto em si, mas unicamente por cobro a
uma situação que para si se tornou insuportável e como tal, até esse acto é
mais viável do que a continuidade de tal situação.
Nesse
dia, um homem jovem, já numa situação terminal de desespero, preparava-se para
por cobro à sua vida, atirando-se de um miradouro numa qualquer cidade perdida
no mundo. Ao seu lado, uma criança de tenra idade, olhando para si, sorrindo,
perguntou-lhe:
-
Senhor, a paisagem vista daqui é mais bonita, você está tentando ver melhor ai
em cima?
O
jovem homem, nesse momento, estava já sentado sobre as grades de protecção do
miradouro, com as pernas penduradas para o precipício que resultava desses
mesmo ponto alto. Com a abordagem da
criança, o jovem homem recuou e por momentos vacilou na sua intenção. A
criança, sem esperar por alguma resposta, quase que adivinhando que não haveria
qualquer resposta, acrescentou:
- Eu
um dia vou ser inventor, quero inventar uma maquina de ver tudo.
O
jovem homem, distraído com o disparate que acabara de ouvir, passou as duas
pernas para o lado de cá da protecção e já mais confortável, inquiriu a
criança, quase esquecendo o propósito que o levara ali:
-
Maquina de ver tudo? Mas que disparate é esse? Para que queres tu uma maquina
de ver tudo? Tu não vês tudo?
A
criança sorrindo e com um olhar profundamente meigo, fixou o jovem e disse-lhe
quase que não percebendo a sua estranheza:
- Eu
vejo sim, vejo tudo e muito bem. A maquina que quero construir não é para mim,
quero dar ela para os adultos, para que eles vejam o que nós crianças vemos.
E
retirando o olhar do jovem homem, fixou-o de novo no horizonte e repetiu:
-
Não é lindo tudo visto daqui? Muito melhor do que dali de cima, não?!
Ouvindo
isto, o homem jovem olhou para o horizonte, já de pé do lado de traz da grade
de protecção e nisto, quando ia responder à criança, esta já tinha
desaparecido, sem deixar rasto.
Neste
instante o jovem percebeu que os seus problemas não precisavam de alguém que
desistisse deles, mas sim de uma maquina de ver tudo, mas na perspectiva de
olhar de criança. A mesma perspectiva
que permite o sorriso pleno e sincero a todo o momento, na face das crianças,
pois elas vêm o mundo da forma como ele deve ser visto, em pleno e não parte
dele.
Ele
entendeu que quando uma criança sorri, fá-lo porque quando olha vê tudo. Não
como um adulto que só vê parte, neste caso, o seu problema em concreto e pela
sua limitação na forma de ver, deixa também de ver a solução para o mesmo.
Então
ele entendeu que o que precisava era de uma maquina de ver tudo.
Caibalion - O segredo oculto
O
Caibalion tem em si várias chaves que desvendadas, dão acesso a um conjunto de
verdades, à medida que se tornam claras para o ser busca-dor, simultaneamente o
mesmo percebe que para alem destas chaves, ele encerrar um verdadeiro e maior segredo.
Com
o objectivo de instruir o ser Busca-dor nos ensinamentos que desvendam e explicam
o mundo Imanente, O Caibalion tem reservado para os verdadeiros iniciados uma
derradeira mensagem. Esta só é percebida pelos autênticos e nunca antes destes
desvendarem através da sua linguagem, os ensinamentos relacionados com os Princípios
e Condições Herméticas.
Assim
O Caibalion, encerra em si, os ensinamentos ocultos e também o derradeiro
segredo que oculto pela simplicidade, se tornou até hoje indecifrável e
indetectável para quase todos os que o estudam.
Os anjos mentem?
Um dia uma criança, sentada ao meu lado, acompanhada de sua mãe,
numa estação de comboio, olhou-me nos olhos e de repente me perguntou:
- Você é um anjo?
Olhei para a menina que teria aproximadamente uns 4 anos, e
fixei o olhar de espanto de sua mãe, como que a pedir desculpas pelo abuso de
sua filha ao me abordar dessa forma. Eu serenamente, voltei a fixar meu olhar
na menina, depois de fazer sinal à mãe no sentido de despreocupa-la pelo
acontecido – sorrindo. Ao fixar o olhar novamente na menina, ela voltou a repetir
a pergunta:
- Você é um anjo?
Sorrindo para ela, perguntei:
- Porque você pensar que eu
sou um anjo?
- Porque minha mar me disse que os anjos são bonitos,
bondosos e fortes. Você é um anjo?
- Você gostaria eu o fosse? Perguntei sorrindo.
- Sim. Queria que você fosse meu anjo. Você é meu anjo da
guarda?
Olhei de novo para mãe da menina, os dois, aqui já sem
sorrirmos, quase sérios e respondi:
- Sim sou seu anjo da guarda.
À minha resposta suou, na sala de espera onde estávamos, a
voz-off para a chamada de um dos comboios, ai percebi que seria o comboio
delas, pois a mãe rapidamente se preparou e se levantou. Sorrindo para mim a
mãe, disse-me:
- Obrigada.
Num simples gesto e olhar respondi ao agradecimento dela que
não haveria qualquer agradecimento a ter. Nisto começaram a caminhar para as
escadas rolantes que levavam à plataforma onde se encontrava o comboio que as
levaria os seu destino. A menina olhando para trás sorriu e num gesto de “até
breve” enviou um beijo, com um toque que levou a mão à sua boca, lançando-o na
minha direcção. Respondi com um sorriso e um gesto semelhante. Num ultimo
gesto, a mãe olhando para trás também, voltou a sorrir e ai entendi que ela
também acreditou que eu seria o seu anjo da guarda, estas rapidamente
desapareceram em consequência do movimento ascendente das escadas.
Percebi nesse instante que as perguntas feitas pela criança,
eram comungadas pela criança que existia dentro da mãe, estas, eram de facto e
na verdade perguntas feitas pela mãe. Desde sempre, desde criança, esta, agora
adulta, procurava reconhecer numa figura, o seu anjo da guarda, tanto era assim
que transmitiu a imagem que tinha desse ser à sua própria filha.
Assim nesse dia cumpriram-se três sonhos.
O delas…
…e o meu que embora não fosse um anjo, nesse dia, me tornei
num, ao perceber que por vezes, mentindo, conseguimos fazer coisas maravilhosas.
Deste esse dia entendi que a mentira, em si, não é boa nem é
má, somente se torna numa delas, dependendo do uso que se lhe faz.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
O caminho do INICIADO.
O
ser na sua actual condição humana, vive afastado das questões que realmente
importam. Quase todos, de forma geral, vivemos
esta vida em função do nosso dia a dia e sempre preocupados com os
aspectos que julgamos serem os básicos para a nossa sobrevivência. Quando questionados
sobre o tempo que deveríamos dedicar às questões da imortalidade – as questões
espirituais, a resposta é quase sempre a mesma: “Não tenho tempo”, “Primeiro
preciso me preocupar com as questões básicas de sobrevivência”. Certo é que se
olharmos para o que são as nossas questões básicas de sobrevivência,
rapidamente concluímos que são tudo menos isso. O nosso egoísmo, a nossa
ambição em queremos ter cada vez mais e seguirmos os padrões sociais de
consumismo, levam-nos a cegar quanto ao entendimento dos verdadeiros valores e
seu equilíbrio.
Se
fosse por condições básicas de sobrevivência, então deveríamos olhar para os
seres humanos que sob-vivem com verdadeiramente condições básicas, olhando para
África, Ásia, América Latina, etc., mas certamente que não poderíamos viver
desse modo, no entanto, serviria para percebermos o que são condições bem
básicas.
Esta
ambição leva-nos a todos os males que padece a humanidade, há quem pense que se
conseguíssemos terminar com esta característica humana, cessariam todos os fenómenos
que levam a humanidade a viver em constante sofrimento, o que muitos entendem e
afirmam ser o viver o inferno na terra. Mas até mesmo essa forma de pensar é
resultado dos artifícios do ego, pois o que realmente o ser procura é o seu
bem-estar pessoal, que cesse o seu sofrimento. Sempre que um ser humano atingiu
níveis de conforto material nesta vida, imediatamente deixa de se preocupar verdadeiramente
com os designados males do mundo, pois para ele, esses deixaram de ter efeitos
sobre si. Então, mesmo sabendo da sua existência, eles existem como que
teoricamente, pois os seus efeitos são sobre si e os seus, virtuais.
Difícil
é compreender tal atitude, mas não deixa de ser assim. Mais difícil é aceitar
que aqueles que compreendendo-a, sabem e têm plena ciência que esta condição
humana é fundamental para que a evolução da humanidade enquanto raça imortal se
faça.
Poucos
são os seres que atingem esse nível de entendimento, pois para que isso
aconteça existe um longo caminho a ser percorrido. Esse caminho é
essencialmente de auto-transformação do ser através do conhecimento e
entendimento de si mesmo, mesmo antes do estudo, entendimento e compreensão dos
seus semelhantes e do mundo que o rodeia.
O
ser espiritual, neste mundo denso, desde o primeiro dia em que inicia a sua
busca até atingir os seus mais elevados potenciais permitidos a este seu estado,
tem que passar por todo um conjunto de condições humanas que lhe permitam
desenvolver esse conjunto de potencialidades que todo o ser trás consigo ao
nascimento.
Para
que essas condições de vivencias e ensinamentos se concretizem em aprendizagem,
é necessário que o ser crie as condições para a sua ocorrência, muitos julgam,
porque esperam por elas passivamente que estas condições são obra da sorte, mas
os que as conquistam, sabem que elas são adquiridas com esforço, entrega e dedicação
constantes. Nada aqui é fruto do acaso ou da sorte.
Assim
ao ser que atinge tal estado de ciência, no esoterismo, designamos por iniciado,
mas para atingir tal nível e são poucos que o atingem, o candidato inicia-se
enquanto busca-dor na procura do caminho. Quando atinge parte do nível de ciência
que lhe permite entender, interpretar e lidar com parte dos mistérios do Cosmos,
ai ele passa a ver este mundo Imanente sob a perspectiva do que se designa
pelos olhos do peregrino da senda. Só muito depois de muitas vivencias e experiências
acumuladas alguns seres que vêm ao mundo denso e por todo um conjunto de
circunstancia divinas, chegam ao estado de iniciado.
Potencialmente
o ser que atinge este nível em alguma reencarnação, já teve que se ter vindo
preparando em outra (s) encarnações,
pois não é possível que um espírito esteja preparado para tal evolução enquanto
ser encarnado numa só. Por isso no esoterismo designamos como “circunstancias
divinas”, pois este trabalho é um culminar da evolução espiritual, quer
repetido já neste mundo denso noutras reencarnações, quer nos seguintes planos
subtis, onde esse espírito permanece, se preparando para sua evolução e
consequentemente para as sucessivas reencarnações necessárias.
Como
podemos entender e saber interpretar o estado próximo do derradeiro estado
final para o nível de iniciado?
O
ser encarnado que está próximo, ou mesmo, sem ter noção disso ainda, já seja um
iniciado, é aquele que apresenta
um conjunto de experiencias e vivencias que quase ninguém gosta de ter
vivenciado, pois estas apresentam-se como tudo o que o ser humano considera
desagradáveis, violentas, desconfortáveis, desumanas, indesejáveis, etc.
Aqueles que presumivelmente atingirão nesta encarnação tal estado, ao longo
dessa sua vida terrena, passarão por experiencias extremas, levando-o a
experimentar e ter ciência de tudo, principalmente das designadas polaridades
de tudo o que o mundo Imanente apresenta.
Viverá
como rei e como mendigo.
Passará
cenários de guerras e paz.
Conhecerá
os mais belos prazeres do mundo material e os seus opostos.
Saberá
o que é o mais profundo amor, mas também seu oposto. Quer dele em relação aos
outros, quer dos outros a si.
Conhecerá
a saúde e a doença, entendendo-as.
Entenderá
o dom do nascimento e da morte.
Conhecerá
a desilusão profunda, quando entender a ilusão.
Sentirá
na pele as mais atrozes reacções do ser humano, mas também as mais belas vindas
dos seus sentimentos.
Mas
acima de tudo conhecer-se-á a si, antes de tentar compreender os seus
semelhantes e os fenómenos do mundo Imanente.
Entenderá
o seus semelhantes e o seu mundo. Compreenderá plenamente todos os porquês.
Carregando
consigo todo o peso do mundo nos seus ombros, permanecerá sempre sereno, mesmo colocado perante situações e eventos que
para o comum dos seres seriam insuportáveis. Pois o iniciado conhece na essência
a verdade única que por limitação do ser teve de se fragmentar para dar
lugar ao mundo Imanente com o objectivo de
o servir no seu caminho de regresso ao seu verdadeiro lar.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O Hermetismo des-velado.
Este espaço serve para tentar desmistificar o objectivo e
missão do Hermetismo no mundo, a sua importância para a Humanidade em geral e
para cada um de nós em particular.
Como pode o Hermetismo ajudar a que nossa vida seja mais
plena, equilibrada e digna?
Através dele chegaremos a conhecer-nos, mesmo antes de
conhecer os nossos semelhantes e o mundo que nos rodeia.
É o Hermetismo capaz de explicar a maioria dos mistérios que
levamos ao longo da vida, sem respostas?
Porque existe o mal e o bem?
Deus existe? E se existe, porque ele é penalizador, porque
castiga a uns e outros não?
O céu existe? E o inferno?
O demo existe? E os anjos?
Para onde vamos quando partimos deste mundo?
Porquê viemos a este mundo?
Etc., etc., etc….
Estas e muitas outras perguntas quase sempre ficam sem
resposta, porque quase sempre as fazemos de forma pouco convicta, pouco
insistente. Isso não significa que não existam as respostas para todas essas e
outras grandes questões existenciais. Assim como existem seres que chegaram a
elas, também nós lá poderemos chegar se demonstrarmos merecer o acesso a tal
conhecimento. Para tal devemos preparar-nos.
Um dos objectivos deste sitio é esse mesmo, auxiliar nos
primeiros passos para preparar o ser Busca-dor (a) para esse longo mas
compensador caminho na senda da procura da verdade.
A todos (as) desejos de luz, pois só ela nos mostrará a
verdade.
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