sábado, 11 de agosto de 2012

Sexo Sagrado ?O que é?


Muito se fala de sexo tântrico, muito se diz que o sexo devia ser um ato sagrado, mas infelizmente todos os contextos, explicações e práticas destas e de outras modalidades, são tudo, menos algo de realmente efetivo e benéfico para quem procura as suas práticas.
Sexo tântrico, não é na verdade mais que uma corrente empírica do que é na realidade o verdadeiro sexo sagrado, de onde partiram todas as tentativas menos capazes de chegar ao que o verdadeiro sexo sagrado representa, resultando em deformações do intimo e profundo efeito do verdadeiro ato.
Não nos compete aqui analisar aquilo que se designa por sexo tântrico, muito menos o porquê e os interesses da deformação do sexo sagrado em que resultaram variantes como o tântrico.
Sexo sagrado também não é o conceito que as religiões tentam passar como sendo a parte sagrada da relação carnal entre um casal. Essa componente carnal, obviamente existe e representa o que de mais denso tem todo o ato em si – a preservação da espécie, ou seja a apologia que o sexo, fora do ato de fecundação com fins procriativos, é pecado. Para as religiões, tudo o que está para alem desta intenção está fora do que o sexo tem de sagrado.
Nada disso é na verdade o SEXO SAGRADO.
É importante aceitar que o ato sexual com o objetivo de fecundação e consequente procriação  é importante, claro que sim, só assim é possível perpetuar a condição na terra, da existência de corpos densos para que os espíritos em evolução encarnem naquele que é o processo de aprendizagem e entendimento, representado ato derradeiro que é a vida.
Para alem deste importante pressuposto que todos os seres humanos, em determinada altura da sua vida, se vêm envolvidos como progenitores, quer os seres femininos quer os seres masculinos, o sexo, é um ato de profundo e enorme êxtase espiritual, possivelmente a única experiencia que um ser humano terá que possa permitir comparar com a sensação de união com o TODO | se preferirem quando o espirito chega junto do PAI | DEUS. Só através deste mecanismos de interação entre dois seres, é possível, atingir tal experiencia, enquanto ser-esprito encarnado. Por isso este se considera, por quem o conhece de fato, como um ato sagrado, sendo ele um processo efetuado através do ato sexual, então e por isso se designa de sexo sagrado.
Não iremos aqui explicar a formula e os procedimentos para atingir tal estado de consciência, espiritual e sutilidade física, pois isso está reservado para busca-dores (as) sinceros, esses com o devido esforço e dedicação encontrarão o caminho para tal conhecimento. Cabe-nos explicar unicamente o que ele é e o que se vivencia de fato ao pratica-lo.


Muito saberão que a o ato sexual em si é uma das formas mais eficaz de produzir energia sutil, a mesma que nos dá a vida, aquela que libertamos sempre que estamos em estados muito eufóricos, depressivos, doentes, etc., sendo a morte o único ato, do ser, em que há maior libertação de energia sutil do que no ato sexual. Não importa como o ato seja praticado, até a masturbação, liberta quantidades enormes de energia sutil.
Muitos também saberão que a energia sutil é o bem mais precioso que existe no universo, só com enormes quantidades de energia sutil é possível realizar qualquer ato magico, alquímico, na realidade todos os atos místicos necessitam de enormes quantidades de energia para se realizam. Mas não é só no nosso plano que ela é valiosa, todos os planos superiores e inferiores precisam dela, ela é como a única moeda universal. Aquela que todos procuram, aquela que com ela, temos todo o poder e sem ela nada podemos, mesmo sabendo e conhecendo os processos.
Como será de imaginar e porque ela é tão valiosa, a sua procura é enorme. Por sinal o ser humano é dos seres de todos os planos, aquele que mais quantidade de energia sutil produz. Ai, talvez muitos entendam o conceito de sugadores energéticos “o mito do vampiro, parte desta verdade imutável”. Muitos seres deste (magos negros) e seres de outros planos, sugam dos seres humanos a sua energia sutil, sendo que na sua maioria a humanidade nem tem consciência disto. Tal qual uma vaca leiteira, não tem o entendimento de qual o uso que lhe é dado, pois ela apenas se preocupa em satisfazer as suas necessidades de sobrevivência. Não muito diferente do ser humano que vive preso da densidade do materialismo e só entende esse dia-a-dia. Isso é o melhor que há para essas hostes de sugadores energéticos, pois têm as suas vacas, essas, vivem sem entender porque são levadas a viver uma vida direcionada para ter toda a sua atenção em questões materiais.
A expolição energética na humanidade é um fato que passa incógnito para a quase totalidade dos seres humanos, claro que existem seres conscientes disso e que sabem como fugir a essa espoliação, mas esses seres, os que não se envolvem com a espoliação, ou seja, não vampirizam a outros a sua energia, como forma de conseguir níveis elevados dela, são também os que sabem como preservar a que eles próprios produzem e sabem como recolher a energia que está disponível no universo e que não é de ninguém. Grande parte destes seres, por vezes iniciados, místicos, magos brancos, avatares encarnados, etc., todos que seguem a LUZ, dominam as técnicas de sexo sagrado, pois este é um dos processos humanos onde se pode perder e/ou ganhar muita energia sutil, ainda por cima é o processo que mais se repete na humanidade. Imagine-se a quantidade de energia que se produz em todo o globo através do ato em si.
Quando corretamente praticado, é necessário que os dois seres, sejam um masculino e um feminino Não temos nada contra a homossexualidade, quer masculina, quer feminina, unicamente  o efeito multiplicador da energia do casal envolvido no ato, só é gerado pela fusão de energia sutil feminina, quando agindo com as particular etéreas da energia sutil masculina, só por este motivo o ato entre dois seres do mesmo género sexual, não produz o efeito multiplicador de energia que é parte importante do resultado final – O derradeiro êxtase que simula o derradeiro ato de união com o TODO | DEUS. No ato sexual entre pessoas do mesmo sexo o máximo que se obtém é a produção de energia equivalente aos dois processos de clímax, como a que se obteria se os dois seres o fizessem, através da masturbação
Este assunto exposto anteriormente é parte do verdadeiro motivo porque o ato sexual entre seres do mesmo género sexual, foi considerado pecado pelas religiões, deveria ser explicado, mas com muitas outras coisas foram catalogadas e codificadas como errado ou certo, sem nunca serem explicadas, aqui acontece o mesmo. A única condena-ção das LEIS divinas, resulta diretamente no fato dos próprios, através do seu libre arbítrio e por essa decisão, nunca conseguirão experimentar esse estado de êxtase pleno.
Também é importante que os dois seres, estejam no mesmo registo espiritual, caso o desenvolvimento espiritual de um seja, mais elevado do que o do outro, faz-se necessário que o mais desenvolvido se sintonize com o outro, baixando o seu nível vibracional para entrarem em comunhão.  
Não explicaremos aqui os atos preparativos, os rituais de harmonização, de proteção e criação de círculos de retenção energética, etc., pois como já afirmamos, esse não é o objetivo, mas sim e unicamente, trazer ao entendimento, o que é e o que significa na realidade. Faz-se necessário esse esclarecimento, pois o uso do termo foi vilipendiado por práticas que nada têm haver com ato tão nobre e sublime. Mas o processo, o ato em si e o que acontece nele pode ser desvelado publicamente, para esclarecimento e proteção contra falsas intenções e simulações.
O ato físico é muito dentro do que se descreve no tantrismo autentico, mas com nuances bem diferentes, no entanto para não descrever aqui, serve perfeitamente a ideia dum ato em harmonia, calmo, com enormes períodos de observação física, de toque,  na verdade de uma preparação dos sentidos físicos para um estado de sutilidade elevado, conseguindo assim aproximar primeiro o estado sutil do corpo físico dos restantes corpos etéreos e só posteriormente os corpos etéreos com o espirito.
Isto mesmo antes da conjugação e entrada em processo da elevação do estado de consciência da mente. Já com a conjugação entre o estado de sutilidade dos vários corpos (físico e etéreos) e a elevação do estado de consciência, sintonizados e harmonizados entre os dois seres, nos seus vários níveis corporais (se7e), inicia-se o ato físico em si – que culmina com o coito. Nesse preciso momento, com o coito, todos os corpos, dos dois seres, se fundem, devido à enorme geração de energia sutil, através do processo de fricção entre a energia sutil masculina e feminina, esta fusão provoca o êxtase que descrevemos como a única maneira de sentir a UNIÃO com DEUS, pois na realidade e porque nesse êxtase se atinge simultaneamente o momento de elevado estado de consciência devido à fusão energética,   ao se fundirem os corpos dos dois seres que comungam do ato, sente-se a união plena entre os seus corpos, mas também e principalmente dos seus corpos sutis com os do (a) parceiro (a). O clímax acontece com o orgasmo físico simultâneo, mas também este só se deve dar com a interpenetração de todos os corpos sutis. Sabemos quando tal aconteceu, pois temos plena consciência de, literalmente, no memento em que ocorre, trespassam-se os corpos físico um do outro  Este momento é verdadeiramente inefável.
O estado de êxtase, já fora do clímax pode durar minutos ou horas até  terminar e vai diminuindo gradualmente, deve-se fazer um processo inverso ao inicial como forma de fechar bem os corpos sutis e restituir tudo no seu lugar devido.
Deixamos um exercício mental para quem pretende perceber um pouco, a elevação dos momentos vividos neste ato. Na citação que colocamos de seguida, sugerimos que leia, memorize (não tem que memorizar com palavras exatas) e depois, com os olhos fechados, mas tente imagina-lo. Antes deve entender o que pretendemos dizer com tal descrição, o seu mais profundo significado:
“Imagine todos os orgasmos e o clímax que eles lhe proporcionaram, os mais maravilhosos. Agora junte-lhe a sensação que pode ser, sentir o seu corpo físico literalmente trespassar o do seu / sua companheiro (a) de ato, ou seja, pense que seria possível, o seu corpo passar, literalmente, por dentro do outro corpo, sem dor sem qualquer tipo de sensação desagradável, mas pelo contrario, algo de maravilhoso, como que por momentos, estar no corpo do outro (a) e ela (e) sentir a mesmíssima sensação – sentindo a simultaneidade dos corpos. Agora imagine em todos os momentos de clímax sexual que tem para viver serão todos assim, imagina?!. Agora multiplique isso tudo pelo INFINITO”.
Com este exercício terá apenas uma ideia do que é viver essa experiencia DIVINA e maravilhosa.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

(F)Sinal dos tempos.


“Desperta rápido pastor, pois teu rebanho, de novo, está tresmalhado”. Com esta frase no pensamento, acordei, embora saiba que esta, era parte de um longo dialogo(…)
Um mestre um dia me ensinou que a economia é a ciência que lida com “coisas”, já a gestão, é a ciência que lida com pessoas, este mestre de nome Peter F. Drucker, considerado o pai da gestão moderna, quando afirmou isso, faz bem mais de vinte anos, nunca imaginou que estaria a definir o futuro, aquele que é o atual cenário mundial. Não digo descrever o cenário, mas sim definir, significando isso que esta frase, apresentar não o cenário, mas identifica o problema que origina a própria, crise.
Muitos afirmam que vivemos uma crise de valores e certamente não andam longe da verdade, mas quando tentamos perceber o que são os valores a que se referem, rapidamente percebemos que eles falam não de verdadeiros valores, mas dos seus valores, aqueles que interessam a alguns em detrimento de muitos.
É uma crise de falta de equilíbrio, como afirmava P.F. Drucker, é uma crise criada pela pressão que os rácios financeiros criaram sobre o Homem e este por falta de verdadeira estrutura social e espiritual, cedeu.
Esta crise, criou-se por comportamentos, então, ela é propriamente, a dita a resposta de P. F. Drucker. Surge, resultado do ofuscar do comportamento da humanização da sociedade, por processos que têm em vista as ações puramente técnicas – científicas, financeiras e tecnológicas. No fundo, o lucro pelo simples lucro, sem qualquer critério de sustentabilidade, de humanidade, na verdade de espiritualidade.  
A natureza é perfeita, o universo é perfeito, ele tende sempre a equilibrar-se, pois ele é regido por LEIS imutáveis que não dependem do vil interesse do ser. Sempre que o tentamos desequilibrar, ele cria os movimentos de compensação, o que muitos designação de causa / efeito. Por muito que alguns não entendam os mercados financeiros também estão sujeitos às LEIS Universais, por isso esta crise.
A Humanidade não vive uma crise dos países ditos desenvolvidos, desenganem-se os que assim pensam. A Humanidade viva aquela que pode ser a sua derradeira crise. A crise que anuncia o “final dos tempos”. Pensarão muitos: “….que exagero…..” Será?!! Veja;
Que crise é esta, porque é diferente de todas as outras? Devemos comparar com anteriores crises, mas também devemos olhar para muito mais atrás, para anteriores ciclo civilizacionais, senão só com a primeira comparação, nunca chegaremos lá. Então esta é uma crise de comportamentos, como muitos afirmam, mas não dos comportamentos a que eles se referem.  


Os comportamentos que criam esta crise, prende-se com o enorme foço que foi criado entre a evolução que a Humanidade sofreu, no que tange à tecnologia, politica, ciência, ciências socioeconómicas, etc., com o grau de evolução espiritual que lhe deveria corresponder, para que os desequilíbrios não gerassem o que é o atual estado da Humanidade e do planeta que nos serve de abrigo.
Economistas que pensam unicamente no lucro, sem olhar para as pessoas, pessoas que olham só para si mesmas, sem querer saber do seu semelhante. Políticos que se preocupam unicamente com ganhar eleições e quando ganham, deixam a representação teatral que os levou até ai e passam a agir como os primeiros e os segundos. Lideres religiosos que vivem na perfeita cumplicidade com os sistemas, sem se preocuparem verdadeiramente pela alma dos seus crentes. Famílias que se desunem, esposas que rejeitam seus maridos, maridos que descartam suas esposas, como se de mais um produto de consumo se tratasse e filhos que lhes seguem os exemplos. Lideres que não sabem ser lideres, pois não sabem sequer qual o verdadeiro caminho. Tudo isto é resultado de uma só coisa – o desfasamento entre a evolução tecnológica, cientifica, social e económica da Humanidade, face aos seu atual estado espiritual.
Mesmo que não queiramos ver, entender ou aceitar, tudo o que de mais cientifico  e tecnológico possa existir, tem de traz de si uma enorme componente espiritual, pois até o conhecimento que um dia originou esse desenvolvimento cientifico, tem raiz espiritual, senão vejamos. Por exemplo, o conceito de redes sociais, de cooperação social, empresarial em redes sociais que originaram fenómenos como o facebook, a wikypedia, o youtube, entre tantos outros, são o quê na verdade?!! O que é o crowdsourcing?!!! A ciência esotérica que Pitágoras desenvolveu à seculos, reponde a isso, aliás, basta que se conheça bem a numerologia sagrada, não a aritmética exotérica, de Pitágoras e seria possível inventar ou melhor reinventar conceitos como esses.
Numa explicação bem básica, pois não é o objetivo deste texto, no ensino da ciência sagrada dos números ensinada por Pitágoras, podemos ver que todos os números de 4 a 9, terminam sempre por se resolver em “1”, nisto também é importante salientar que 1, 2 e 3 representar sempre “1”, sendo aquilo que as religiões definem como trindade. Assim “1” representa a consciência coletiva no crowdsourcing quando somados todos os seus participantes, a sua soma, resulta sempre de mais “um”. Ou seja a wikypedia é o resultado dos post´s de cada participante, mais o resultado da totalidade. Isto é pura espiritualidade, nada tem que ver com a inovação barroca que muitos querem fazer crer que parte do caracter cientifico do ser humano.
O desequilíbrio existente entre o conhecimento cientifico que levou a criação de tecnologias que geram efeitos perversos para o mundo, sem o acompanhamento do mesmo grau de espiritualidade que vigiassem esses ímpetos comportamentais, levará a Humanidade à extinção enquanto ciclo civilizacional, Noa digo que a Humanidade termine, mas unicamente quem pensa e age deste modo, deixar de ter lugar neste abrigo que é a terra. “Final dos tempos, sinal da chegada do filho do homem”, trazendo uma nova mensagem, para uma nova humanidade, mais espiritualizada, na verdade mais HUMANA.
Despertai pois pastores (as), vos que sois muitos (as), poucos parecereis quando perceberes da quantidade de rebanhos tresmalhados, ai sentireis o trabalho que haverá a fazer e no pouco tempo, pois o que vedes, não é mais que “O sinal dos tempos chegando”

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O DOM e o Peregrino.



“Tragam-me os vossos sofrimentos, troco-os por alegrias.” – este era a inscrição colocada numa casa humilde, dum longínquo lugar, onde o tempo se tinha esquecido de correr.
Todos procuravam este lugar, pois embora ele ficasse bem longe de tudo que a materialidade podia proporcionar como conforto, o que esta inscrição anunciava, rapidamente se constatou ser verdadeira. Assim por todo o reino, por todos os seus cantos, correu a noticia que ali havia um peregrino que trocava o sofrimento dos outros por alegrias que eram suas.
Como se de uma peregrinação se tratasse, vinham almas de todos os cantos do reino, todos com um só objetivo – deixar ai os seus sofrimentos, levando consigo, as alegrias do peregrino. Passaram-se anos e a fama do dom de tal ser, tornou-se plena, todos sabiam e em todas as famílias já alguém tinha feito tal peregrinação atestando da divina troca que aquele peregrino fazia com todos, sem pedir nada em troca.
Um dia o governante desse reino, ao saber de tal noticia e após a insistência da sua côrte, mandou chamar o peregrino à sua presença.


                - Ouve-se contar por todo o meu reino que você troca sofrimento por alegria e a todos os que o procurem, sem cobrar nada por isso, é verdade peregrino? – Questionou o soberano.
                - É sim. Faço isso com todos os que o desejem trocar comigo, mas só quando o sofrimento é bem antigo e é de tamanho imenso que quase já não cabe no coração. - Respondeu.
                - Mas como você faz isso e porquê só os sofrimento antigo que não cabem mais no coração? Você é mago ou bruxo? – Questionou de novo o soberano.
                - Não, não sou bruxo, mas pode considerar-me mago sim. Pois no meu caminho de toda a vida, sempre estive atento, sempre retirei o melhor que cada sofrimento me trazia, sempre deles tirei ensinamentos. De tal modo que só bem mais tarde percebi que, de tanto lidar com meus sofrimentos, no final de muitos anos, esse domínio se transformou no que vocês chamam de DOM. Ao perceber isso, reparei que na verdade nunca tinha tido sofrimento antigo, pois rapidamente os transformava em sabedoria.
                - Então e porque você só troca sofrimento grande, os que já nem cabem no coração?
                - Veja, se são tão grandes assim é porque são irresolvíveis pelo sofredor. Não porque ele não saiba transformar sofrimentos em sabedoria e desse DOM ganhar alegria. Mas porque, a velocidade a que ele aprendeu foi tardia, assim ele só saberá lidar com novos sofrimentos, aqueles mais frágeis, mais fáceis de resolver. Já eu, meu dom na verdade é esse mesmo – estive sempre atento, sempre disponível para perceber no mais tenro sofrimento, todo o seu ensinamento. Assim faço uma troca, quando o sofredor chega junto de mim, tem que se mostrar na sua totalidade, até eu ficar conhecendo-o melhor que ele mesmo. Ai começa a magia, explico para ele, os passos que ele deveria ter dado, para que esse sofrimento se tivesse transformado permanentemente em sabedoria. Passo a passo, em cada acontecimento que o levou a tal sofrimentos, desmonto e mostro o ensinamento que estava ai guardado, no final é o próprio sofredor que me entrega o sofrimento, pois quando parte, esse sofrimento, fica, como fica a ignorância que o sofredor transportava, apenas leva a alegria do saber, expressa na chave do conhecimento para lidar com os futuros ensaiamentos que alguns teimam em chamar sofrimento.
                - Muito bem, entendo. Mas não acredito que você não ganhe nada com tudo isso. Retorquiu o soberano.
                - Tem razão, confesso, ganho sim.
                - Ah, eu sabia. O que você tira das pessoas???
                - Veja, o dia que entendi o dom que tinha, nesse mesmo dia, deixei de ter mais o que aprender, pois essa sabedoria me leva também a que os erros não aconteçam. Dai que já não tinha mais como aprender comigo. Só haveria uma solução aprender com os outros. Então?!!! É isso que tiro em troca de todos os que me procuram – continuo aprendendo com os seus erros, pois já não tenho como aprender com os meus.
Ouvindo estas palavras do peregrino o soberano, que ocultamente tinha a intenção de mandar prende-lo no final do interrogatório, à frente de toda a sua corte, de todos os seus súbditos, lavado em lágrimas, joelhou-se aos pés tão nobre alma. Todos os presente o seguiram no seu gesto e desta vez este gesto coletivo, não era um protocolo, mas sim algo genuíno, vindo do coração de cada ser.

domingo, 5 de agosto de 2012

A saga HUMANIDADE e a CREAÇÃO


Naquele maravilhoso reino o PAI mandou chamar seus dois filhos e lhes disse:
- Queridos filhos sabem que vos amo muito e de igual forma a ambos. Como sabem no meu reino, onde um dia um de vocês governará, tudo sei, tudo estou e tudo posso. Vocês sendo meus herdeiros e simultaneamente gémeos, sabem que apenas um pode governar. Têm vivido toda a vossa vida, junto de mim, partilhando o meu saber, do meu poder e do meu estar, mandei chamar vocês aqui, pois quero que saibam que é chegada a hora de vocês cumprirem o vosso dever de futuros herdeiros deste reino.
- Vocês não sabem, mas desde o vosso nascimento que todo o meu reino vos tem preparado para a missão que terão pela frente. Preciso que um de vocês inicie uma viajem pelo meu reino, pelo mais profundo que o meu reino tem, tal missão tem como objetivo, entender tudo o que é meu por direito, pois eu sendo soberano de todo ele, até hoje, apenas sei, posso e estou nele. Para viver o ato derradeiro da minha soberania, preciso de ver, sentir, cheirar, rir, chorar, sonhar, implorar, desiludir-me, amar, sofrer e tudo o que me leve a entender o que é meu e na verdade o que EU SOU. Como sabem, não posso, abandonar MEU TRONO, por isso um de vocês terá a missão de sê-LO por mim nessa importante viagem.
Contiunou.
                - Ao outro caberá a missão de acompanhar a viagem do seu irmão, mas através dos sem-tidos que eu coloco em todo o meu reino, simplesmente isso, mas em contrapartida não terá a espada do QUERER, pois só o que se aventurar na missão do EN-TENDER pelo mais profundo do meu reino, necessitará da espada do QUERER.
Imediatamente um de seus filhos, deu um passo em frente e disse:
                - Meu querido PAI, podes contar comigo para a missão do EN-TENDER. Diz-me o que devo fazer?
                - Você viajará sozinho, será a partir de hoje um simples viajante, sem qualquer privilégio real, para assim vivenciar todo o meu reino de forma discreta, terá unicamente consigo a espada do QUERER. Essa espada é muito poderosa, ela tudo pode, tudo faz, tudo alcança, mas cuidado meu filho pois ela tanto faz no bem, como no mal. Tudo dependerá da forma como você aprender a maneja-la. Mas você não pode treinar seu manejamento aqui, pois tal espada não tem qualquer poder aqui, como sabe, neste palácio que também é o seu, tal espada não se materializa. Ela ser-lhe-á entregue quando você partir e já fora do castelo. Mas nunca de esqueça – ESTA É A SUA VERDADERIA CASA, SEU LAR.
                - Meu filho, antes de partir deixe-me dar-lhe alguns conselhos, pois sua jornada será longa, dura, difícil e muito perigosa. Tenha no entanto a certeza de um dia você voltará. Haverá uma época em que você quase olvidará qual sua origem, qual sua verdadeira estirpe, mas a mesma espada que o levará a esse estado de esquecimento, também é a chave para o seu regresso, para o relembrar do caminho que o trará de novo ao seu LAR.
                - Meu reino, aquele que CR(E)EI, é imenso, você irá ser colocado no mais profundo dele, onde o conhecimento sobre MIM quase inexiste, onde reino EU, mas quase que mesmo que aparentemente, a escuridão tomou conta desses locais de meu reino. Será a partir dai que você terá que partir para essa sua missão de EN-TENDER por MIM. Só a espada do QUERER pode auxiliar a todo o momento, em que partindo dai, você ascenda a reinos, embora que ainda ofuscados pela penumbra, mas serão já partes do reino onde o conhecimento e minhas LEIS já se irão fazendo notar. Estes locais você chamará de palácios da impureza e são sete estes palácios. Esta será sua habitação durante longo tempo, mas não se esqueça que não é seu LAR.
                - Meu PAI e como suportarei tamanhas agruras?, Acha que estarei preparado para tamanha tarefa?
                - Meu amado filho, se esta não fosse a sua verdadeira missão, se dela você não beneficiasse tanto quanto EU, porque iria EU colocar você nela? Assuma sua posição, confie em MIM e saiba a todo o momento que a missão tem como objetivo não só que você vivencie e me traga o entendimento, como também é o derradeiro ato da sua TOMADA DE POSSE do TRONO que é SEU REINO.
- Esta missão terminará como o seu regresso como REI e verdadeiro senhor de todo o reino, onde não só herdará a Omnipresença, a Omnisciência e Omnipotência, como trará consigo o ENTENDIMENTO do que é tudo isso – esse será o ato da sua investidura. Quando regressar, regressará como REI e não na condição em que parte agora de príncipe herdeiro.
- Mas veja meu filho, nem tudo será amargura, dor e dificuldades. Preparei para você no meio no percurso um abrigo, nele você poderá repousar da sua viagem pelos palácios da impureza, pois certamente o esforço até ai será imenso. Nesse abrigo, você viverá por muito tempo, pois ele tem muito para lhe mostrar. Nele você não viverá sozinho, embora tenha sua eterna companheira, sua espada do QUEER, aqui você terá a companhia de dois outros seres, duas irmãs gémeas, uma habita o primeiro piso desse abrigo, seu nome é “preguiça” e a outra o segundo piso, seu nome “acídia”. Há um terceiro piso de dá para um terra-ço, mas o acesso a ele, está sempre guardado pelos implacáveis guardiãs e fieis servos das gémeas – o “medo”, a “duvida” e o “adego”. Só você saberá como lidar com estes seres. Mas recorde-se, este não é também o seu verdadeiro LAR, assim como a sua missão não é fazer desses seres membros da sua côrte, o verdadeiro herdeiro é você, o seu trono está aqui esperando por si e sua côrte você conhecerá aqui. NUNCA ESQUEÇA ISTO, pois para lhe lembrar EU lhe entrego a centelha de MIM, será ela que se encarregará, junto com o lado positivo do poder da espada, de lhe lembrar quem você “É” e qual o seu LAR.
                - Meu PAI e o que há nesse terra-ço?
                - A seu tempo você descobrirá meu filho, tudo a seu tempo. Agora vá, cumpra sua missão. Parta como filho herdeiro e regresse como REI. Aquele que um dia herdará o reino da Omnipresença, da Omnipotência e da Omnisciência, tem que regressar com o trofeu do pleno entendimento.
Assim o filho partiu. Como prometido pelo seu PAI, sem quase perceber como, deu com ele chegando a um abrigo. Teve a sensação de saber que teria que ir para aquele sitio, mas não sabia porquê. Sentia que era esse o seu destino, mas sem saber o porquê, bateu à porta. Ao se abrir a porta, foi recebido por um bela mulher, ficou estasiado com tanta beleza. Ela de imediato sorriu para ele, estendeu a mão num ato e boas vindas e disse:
                - Entra, por favor, estava à tua espera. O meu nome é preguiça, serei a tua companhia durante esta tua longa estadia. Entra e fique confortável, coloque aqui a sua espada, pois deve vir cansado e ela parece-me bem pesada. Fique tranquilo que eu cuidarei bem dela.
Ao dizer isto, a bela mulher fez-lhe um sorriso, mais irresistível que o primeiro e o SER não teve como negar tal amabilidade. Entregou-lhe a sua espada.
Muito tempo decorreu, até que um dia o SER percorrendo o piso do abrigo na procura pela mulher sem que ela aparecesse, chamou-a, tantas vezes quantas possível, por todo os locais do piso. Estranho, pois aquela que era a companheira de todos os momentos, mas não estava ali. Percorreu o piso e viu-se defronte para umas imensas escadas que pareciam dar para um piso superior. Pensou em subir, mas…então, depois de tanto tempo, lembrou-se – “…a a minha espada, como me poderia esquecer dela?!!!!” Nisto, sabendo onde a bela mulher a guardava, dirigiu-se para lá. Retirou-a do seu lugar e rapidamente, lançou-se pelas imensas escadas acima. Enquanto subia, teve a sensação de já ter feito aquilo mais vezes – “…mas quantas??”, questionava-se ele.
Ao chegar ao cimo dessas escadas deparou-se com um outro ser feminino, ainda mais belo que a sua quase eterna companheira, aquela que acabará de abandonar. Ao vê-la, parou perplexo diante dela, ela, ao olha-lo, sorriu e estendeu-lhe a mão, num gesto de acolhimento. O ser não teve como resistir e deu-lhe a mão, assim, juntos entraram para o segundo piso. Sem sequer falar, ela estendeu-lhe a outra mão e ele rapidamente percebeu e sem resistir, entregou-lhe a sua espada.
Muito tempo se passou em que ora no piso superior, ora no piso inferior, o SER, permanecia. Nos momentos que vivenciava o piso inferior, sentia a enorme limitação que a densidade desse piso proporcionava, mas ao mesmo tempo, sentia todos os prazeres e agruras que tal densidade era capaz de lhe fazer sentir. Já no piso superior, o SER, sentia-se capaz de enormes feitos, aqui tudo o que desejasse lhe era permitido, tudo o que a seu querer criasse, era realizado. Mesmo que sem perceber que este seu querer não era o QUERER que o poder da sua espada proporcionava, este, era o simples querer do ser que vive abrigado, pois mesmo o piso superior não era mais que um local que foi construído para seu abrigo, duma jornada que estava por concluir. Ao entender isto, o SER, correu para sua espada e mesmo com a presença de ambas as irmãs gémeas, nada o deteve, as suas belezas, nada puderam contra o QUERER da sua espada.
Lembrou-se que este abrigo que tinha sido o seu aparente lar até aqui, teria que ter um forma de sair dele. Quase que instantaneamente, lembrou que deveria subir. “Sim, devo procurar ascender, tenho que procurar subir, ai estará a minha porta de partida deste presidio que embora tenha sido meu abrigo, pois me permitiu aprender e descansar, após muito tempo se tornou minha prisão”.
Recorrendo à sua memoria do que era - o piso superior desse local, rapidamente se lembrou que junto ao lanço onde se situavam as escadas que permitiam a sua passagem entre pisos, havia uma escada que se prolongava para alem do piso superior. Nunca tinha sequer procurado saber onde levavam, mas agora era o momento de o fazer. Dirigindo-se a elas, iniciou de imediato a sua subida até que no final destas, se deparou com um outro piso. Este estava descoberto, era um terra-ço que dava para o infinito. “Mas como era possível?” – Questionou-se. “Como era possível que existisse algo para alem de tudo o que eu conheço?”
Nesse terra-ço o SER pôde ver que cada um dos lados mostra-lhe realidades diferentes. Na sua frente estava aquilo que ele viu ao chegar – um enorme e maravilhoso infinito, a sua descrição era impossível, pois o que se sentia ao vê-lo era na realidade inefável.
Do seu lado esquerdo, situava-se a sua conhecida preguiça e por traz de si, tudo o que estando com ela o SER tinha vivenciado, por momentos sentiu saudades de tudo isso.
Do seu lado direito, ai estava a sua outra companheira acídia e por traz de si, estendia-se todo o maravilho mundo que ele tinha criado e onde tinha sido como um rei.
Já o lado que se encontrava de traz de si, era penumbra, escuridão quase total. Ai o SER lembrou-se o que isso representava e entendeu.
Sorriu para elas, num ato de ternura, por tudo o que elas lhe tinham ensinado, pois apensar de tudo, ele agora entendia o propósito de tudo aquilo, ele sabia que o papel delas tinha sido importante. Agora ele já entendia, mas por entender, por isso mesmo, sabia que aqueles não eram, o seu lugar, eram sim parte dos seu reino, mas precisava regressar, agora sabia como.
Dirigiu-se para o lado onde a paisagem lhe mostrava o maravilhoso infinito, mas estranhamente, este era o único lado que apresentava como obstáculo um enorme abismo, pois estando no piso mais superior do abrigo, a altura era considerável. Aproximou-se do abismo e mesmo sabendo que este era o seu caminho, teve medo, muito medo. - “Como poderei eu enfrentar este abismo, sendo um simples SER?” Enormes sentimentos de medo e duvida apoderaram-se dele.
Olhou de novo para o lado esquerdo e para o seu oposto, o lado direito. Elas continuavam ali, sorrindo para ele, esperando por ele. Olhando para elas os sentimentos de medo dissipavam-se, pois ali ele sabia o com o que poderia contar, ali já não havia duvidas quanto ao que poderia encontrar. Então percebeu que parte da sua insegurança se prendia com a saudade e a falsa segurança que o conhecido lhe oferecia. – “Mas eu sempre tive que aprender e foi o desconhecido que me trouxe até aqui.” Com este pensamento, desapegou-se dos sentimentos de saudade que o conhecimento de passado lhe transmitiam como segurança.
Ai percebeu que a solução estava na sua espada, na sua eterna e verdadeira companheira. Uma centelha de QUERER emergiu dentro do seu SER e colocou a espada desembainhada na sua mão direita, enquanto isso deu um passo em direção ao enorme precipício, mas desta vez, olhando para ele, percebeu que dentro de SI, a duvida o medo e o apego tinham desaparecido. Tinha total controlo sobre a ilusão que o medo, duvida e apego, criavam entre SI.
Tudo aquilo que até ali o SER tinha como real, logo após este primeiro passo toda essa enorme ilusão, toda esse cenário se desvaneceu e como que por ato de magia, o SER viu-se de novo junto de seu PAI. Parecia um sonho que durou uns segundos, mas breves segundos onde tudo tinha tido cabimento. Seu PAI sorrindo, abraçou-o.
Exausto, finalmente o SER, pode sentir-se frágil, aos braços de seu progenitor. Ao ser abraçado, o SER sentiu a maior e mais fabulosa injeção de AMOR, com que se num breve instante, recebesse todo o AMOR que existiu, existe e existirá, ai entendeu o verdadeiro AMOR, o ETERNO, aquele que esteve, está e estará, sempre.
Ai sentiu-se compensado, percebeu como era amado. Recuperado, joelhou-se aos pés de seu PAI e num gesto de enorme respeito e AMOR, entregou-se a sua espada. Aquele que um dia tinha sido a espada que não podia existir dentro do seu palácio, agora ele tinha-a transmutado e tal poder que dela imanava como QUERER, agora era puro EN-TENDER.
Seu PAI num gesto de terno reconhecimento, recebendo a espada do EN-TENDER, indicou-lhe o trono que estava vazio. O SER rapidamente entendeu e a ele se dirigiu, tomando-o.
                 - Meu querido filho, seu desígnio finalmente se cumpriu. A SI lhe entrego os destinos deste reino que CR(E)EI para que um dia você pudesse governa-lo. Tome seu trono, governe em meu nome. EU devo partir, pois como SABE, outros reinos precisam de MIM, a outros irmãos seus, devo encarregar de tão difícil missão, essa que você terminou.
                -  Meu PAI, antes de partir, gostaria de perguntar se algum dia conhecerei esses meus irmãos?
                - Essa pergunta, deverá ser você a responder meu filho, unicamente você, pois agora você tal como EU, não só tudo sabe, tudo pode, tudo está, como também tudo en-tende, se algum deles se encontrar com você frente a frente, não se esqueça que um dia longínquo seu nome foi HUMANIDADE.

sábado, 4 de agosto de 2012

A eterna insatisfação do ser humano.


Sempre procuramos a felicidade, para todos esse conceito é, por vezes, bem diferente, pois todos temos, aparentes, diferentes necessidades. Essas diferenças prendem-se com aquilo que almejamos  como melhor para nós nesse momento e constantemente esse conceito se altera.
O estranho não é o querer mais e melhor, pois esse processo faz parte do crescimento que a escola da vida nos coloca como desafio e acontece todos os dias, devendo estar atentos e responder a eles. O estranho mesmo é quando o que procuramos, aquilo que nesse momento é o nosso desejo mais intimo, pelo qual sonhamos, desejamos profundamente que se concretizasse, quando nos é colocado na nossa frente a sua realização, hesitamos. Levando a que a oportunidade que tanto desejamos, passe, o cenário mude e tudo não tenha sido apenas uma oportunidade perdida, pela falta de coragem de assumir o risco de tentar a nossa felicidade.
Ai nos revoltamos contra DEUS, como que justificando a nossa falta de coragem, quando na verdade, ELE, nos concede a todo o momento os nossos desejos. Unicamente estamos sempre esperando que tal oferta venha sem risco, imaculada, sem perigo de sofrer. Ai ELE, se questiona “…Será que ele (a) quer mesmo isso, porque não pega, se tanto pediu?!!!!”


Viver neste mundo pressupõe correr riscos, ser feliz não á mais que estar disponível para as oportunidade que essa vida nos apresenta, mesmo sabendo que tudo tem duas faces. Para perceber o que é a felicidade para nós, já tivemos que vivenciar momentos de infelicidade…então?!!! Não é possível entender o valor da LUZ sem antes ter vivido na escuridão. Ser feliz obriga a ter a coragem e sabedoria de entender isso mesmo – o caminho para a perfeita harmonia do coração e da mente, é sinuoso, tem muitos perigos, mas se estivermos disponíveis a enfrenta-lo, no final, nossos esforços, nossa luta, será compensada não só com a tal felicidade que tanto procuramos, mas também com a sabedoria para saber vive-la.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A nova peste assola a humanidade.


Somos o que socialmente nos educaram para ser, através dos valores que nos incutiram como sendo os aceitáveis. Todas as sociedades do atual ciclo civilizacional, independentemente da região do globo, vive em função do conjunto de princípios que levam o ser humano a atribuir valor a todo um conjunto de “códices” que juntos e comparativamente, são aquilo que nos torna igual a todos os outros.
Nas várias sociedades, todos os modelos de seres humanos, diferem unicamente, do que exista culturalmente nelas de diferente, mas todas as diferenças não são mais que variantes de modelos que na realidade, são na sua essência, a mesma coisa – seres estruturados com base em “códices”.
Somos espíritos encarnados, sendo os herdeiros e filhos da desobediência, somos o que resulta da diferença dos filhos da obediência. Essa diferença, entre filhos obedientes e nós - “o filho prodigo”, resulta o que designamos pelo livre arbítrio – o querer. É desse querer, mal direcionado que nasce a prisão que cerca o ser humano neste ciclo de desenvolvimento, onde todos os nossos comportamentos, constituídos pelo padrão de que são os “códices” introduzidos, nos têm levado ao atual estado.
Veja-se. Socialmente só nos sentimos integrados se atingirmos níveis de mediocridade, nem sequer questionamos se pretendemos ou se na nossa essência somos na verdade diferentes de tudo o que é modelo, ilusoriamente aceite por todos como padrão.


Nascemos bonitos e belos fisicamente, ah! Então somos aceites e teremos maior probabilidade de sucesso. Nascemos feios ou não tão belos fisicamente, pena!...teremos que procurar outra forma de nos aceitarem, talvez a politica, talvez ser rico….ah, já sou rico….então tudo bem, seremos aceites . Alguns estarão a pensar: “Não….não, também nos preocupamos com a beleza interior”. Respondemos: “Sim?!!! Sério?!!! Quanto, quando e de que forma?!!...depois de olharmos primeiro para um dos primeiros aspetos – beleza física, poder económico ou social”
Perguntarão outros: “…E a materialidade, ou seja e os bens materiais onde ficam no meio de tudo isto?!!!” Respondemos: “Esses são a moeda de troca dos primeiros, unicamente a moeda de  troca ou se preferirmos – o vil metal. Pois estes últimos, são os que o ser humanos, na sua mediocridade procura alcançar através dos primeiros”
O aprisionamento humano, através da materialidade, atingiu proporções nunca antes vistas em toda a historia da humanidade, isto torna-se realmente preocupante. Se não bastasse, o flagelo que ela apresentava no mundo moderno, a globalização, trouxe para cima da mesa, não o debate, mas a confirmação de que esses “códices”, através da estratégia de comunicação massiva do consumo que é o marketing, se tornaram disseminados por todos os povos e em todo o globo.
Hoje, independentemente das condições sociais e culturas, o ensejo pelos bens materiais, pelos padrões de beleza, pelos objetivos ilusórios da industrialização dos padrões espirituais modernos, tinham lançado os povos do designado primeiro mundo, já fez os mesmos estragos no, anteriormente preservado, terceiro mundo. Hoje, todos o seres, toda a humanidade vive presa na mediocridade, acorrentada nos valores desse monstro que é a verdadeira peste da HUMANIDADE.  

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Pensamento de Agosto


A pior forma de ignorância é a do excesso de certezas.